DIAGNÓSTICO
Consiste em realizar o levantamento do estado de conservação das fotografias, identificando processo fotográfico, dimensão das imagens, detalhamento das características de deterioração e propostas de tratamento para esse documento.
CAUSAS DE DETERIORAÇÃO DE FOTOGRAFIAS
- Altos índices de umidade relativa e temperatura na área de guarda do acervo;
- Poluentes ambientais, como gases de escapamento de automóveis, gases industriais, ozônio, etc.
- Deterioração causada por reações fotoquímicas (exposição prolongada à luz);
- Deterioração biológica (ataques de microrganismos ou de insetos);
- Químicos residuais do processamento;
- Deterioração causada por características intrínsecas do material;
- Materias inadequados aderidos ao suporte e a seu acondicionamento;
- Manuseio e arquivamento incorretos;
· Sinistros: inundação, fogo, vandalismo.
Para cada problema em questão, existem soluções para retardar o processo de degradação da imagem, bastando os responsáveis pelo acervo terem consciência da importância de se preservar o suporte, que é o principal gerador de conhecimento para gerações futuras.
ÁREA DE GUARDA
Ao pensarmos na área de guarda de um acervo, não necessariamente um acervo fotográfico, é sempre bom termos em mente a localização do espaço, que não deve ser próxima a estacionamentos, indústrias e ruas com muito movimento de veículos. Evitando também áreas próximas a banheiros, porões e andares elevados. O isolamento térmico é fundamental para o êxito da climatização. O ambiente deve ser climatizado de acordo com os parâmetros recomendados: temperatura abaixo dos 21°, de preferência 16°, com oscilação variante de 2° num período de 24 horas. E umidade relativa entre 30% a 50%, sendo 40% o ideal para a fotografia, aceitando a mesma variação de oscilação por período.
Com esses parâmetros, evitamos a contaminação por agentes biológicos que são nocivos a integridade do material.
Preferencialmente, a área de guarda não deve ocupar o mesmo ambiente da área de consulta, pois isso fará com que haja uma variação de temperatura e umidade relativa, prejudicando o acervo em questão.
ÁREA DE TRABALHO
A área de trabalho não dever ser no mesmo local da área de guarda, pois assim desestabilizará o ambiente, e conseqüentemente afetará a temperatura e umidade relativa do ar, mas também não deve ser distante da mesma, o que acarretaria uma mudança brusca de temperatura podendo causar danos ao objeto.
Devemos evitar a incidência direta do sol e manter a área de trabalho sempre limpa e arejada. Produtos químicos como detergentes com base de amônia e com odores fortes também devem ser evitados. O mais apropriado para a limpeza do ambiente é o aspirador de pó e o pano seco.
Regra geral para todas as áreas, tanto de guarda como de trabalho, é NÃO COMER, BEBER ou FUMAR. Regra esta que deve ser respeitada com rigor, para evitar danos, como sujidades, lixo, insetos, derramamento de líquidos, etc.
Fumar é um dos maiores males numa dessas áreas. Além de poluir, há o risco de incêndio, já que produtos químicos, muitas vezes, são usados na área de trabalho.
As bancadas de trabalho devem ser forradas com papel alcalino que será substituído sempre que sujo. As fotografias não devem ser largadas em qualquer lugar ou deixadas sem proteção. No final do dia as fotografias tratadas devem retornar a área de guarda e as que ainda estiverem em tratamento, devem ficar na bancada com uma proteção, ou guardadas provisoriamente em uma mapoteca.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DE DETERIORAÇÃO
- Sujidades;
- Excrementos de insetos;
- Perda de suporte primário (fotografia);
- Perda de suporte secundário (suporte);
- Perda de emulsão;
- Delaminação;
- Perda de emulsão fotográfica,
- Rasgos;
- Fraturas;
- Ondulações;
- Perfurações,
- Manchas;
- Fungos;
- Foxing;
- Dobradura;
- Vinco;
- Amarelecimento;
- Esmaecimento;
- Abrasões;
- Espelhamento da prata;
- Mossa;
- Durex na área de imagem;
- Durex no verso;
- Delaminação do suporte
Referência:
BURGI, Sérgio & BARUKI, Sandra. Introdução à preservação e conservação de acervos fotográficos: técnicas, métodos e materiais. Rio de Janeiro , Funarte, 1988.
FICHA DIAGNÓSTICO
Processo fotográfico:________________________________________
Data:____________________________________________________
Descrição da imagem:________________________________________
Fotógrafo:________________________________________________
Dimensões:_________________________________________________
□ Sujidades
□ Excrementos de insetos
□ Perda de suporte primário
□ Perda de suporte secundário
□ Perda de emulsão
□ Delaminação
□ Delaminação do suporte
□ Rasgos
□ Fraturas
□ Ondulações
□ Perfurações
□ Ataque de microrganismos
□ Ataque de insetos
□ Mossa
□ Foxing
□ Dobradura
□ Vinco
□ Amarelecimento
□ Esmaecimento
□ Abrasões
□ Espelhamento da prata
□ Durex na imagem
□ Durex no verso
□ Manchas ____________
□ Outros _____________



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